FASE 1
- Formação de plantel. Esta fase deverá durar em torno de 05 anos, e favorecerá muito os criadores que necessitam de uma atividade alternativa extremamente rentável, pois considerando as cotações que esses animais recebem no mercado mais o resultado das primeiras posturas, nota-se o excelente negócio e retorno nessa fase de desenvolvimento da criação.
FASE 2
- Desenvolvimento genético e do manejo ideal para o Brasil. Esta fase somente se concentrará na multiplicação do plantel no Brasil, procurando sempre o melhor desenvolvimento genético de suas matrizes e manejo ideal que esses anos de experiência local trará.
Esta etapa é importantíssima para a qualidade da criação no Brasil, pois identificará os grandes reprodutores que deverão oferecer uma produção em torno de 40 filhotes por ano, esses animais terão uma enorme valorização devido á sua alta produtividade. Para ganharmos tempo, a COOPERAVESTRUZ, procurou cadastrar os fornecedores do exterior que já conseguiram números de reprodução maiores de 40 unidades por ano, oferecendo assim filhotes de matrizes já com características genéticas de boa qualidade, além da importação do "know how" dos grandes criadores internacionais.
FASE 3
- Desenvolvimento dos segmentos que absorvem seus produtos.
· PLUMAS: Sendo o Brasil o maior importador de plumas de avestruz do mundo, sua colocação no mercado nacional deverá ser a mais tranqüila possível.
· CARNE: O mercado internacional hoje absorvendo toda produção mundial, o foco será o trabalho no mercado interno. O mercado de "embutidos" (salames, rosbife, hambúrguer, etc.) já esta sendo desenvolvido através do enorme interesse dos grandes frigoríficos em fornecer ao mercado uma nova opção "light", devido aos baixos teores de gordura, calorias e colesterol, que essa carne possui. Tendo corte e sabor muito similar à carne bovina, acreditamos que também terá grande aceitação em churrascarias e rodízios, porém atualmente a alta culinária é quem tem o maior interesse por essa nova opção gastronômica tão rica em qualidades nutricionais e de ótima aceitação quanto ao seu sabor.
· COURO: Já existem alguns curtumes interessados no beneficiamento do couro do avestruz, graças à grande valorização deste material. Na região de Franca (estado de São Paulo) algumas indústrias e artesões de artigos de couro já trabalham no desenvolvimento de técnicas para melhor absorver essa matéria prima tão valorizada e imitada através da prensagem do couro do boi. As grandes grifes, sem dúvida também serão um ótimo mercado. ·
· OVOS: Os ovos não galados (infertéis) também tem um destino no mercado como peças decorativas pintadas por artistas plásticos que chegam a custar até R$ 200,00 por peça, atualmente o valor de um ovo não galado sem tratamento custa em torno de R$ 20,00/pç.
· UNHAS E BICO: Tem seu mercado na confecção de jóias e bijouterias.
FASE 4
- Abate e comercialização de seus produtos
A comercialização dos seus produtos deverá obedecer a evolução que os mercados internacionais tiveram, e poderá seguir vários modelos, até o mais radical encontrado em Israel, que mesmo sendo um grande criador mundial, exporta toda a sua carne para o mercado externo devido às suas tradições de não consumo de carne vermelha. Porém acreditamos que sua aceitação pelo mercado interno deverá ser bem significativa principalmente pelos embutidos e pela alta gastronomia. Porém com o valor de seus produtos sem o "status" de produto importado, os preços serão mais realistas e terão outro posicionamento de mercado, atingindo patamares mais acessíveis de consumo.